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quarta-feira, 7 de maio de 2025

BOM DIA

Estou plenamente refeito dos 15 dias passados no Brasil para a inspeção de inéditos, que fiz na companhia do Gil Moss e do Christian Slegel. E com a inestimável ajuda do Mano Moglia e do Joaquim Antunes. Foi uma aventura começada em Pelotas e levada a efeito por onde houvesse alguém afim de exibir seu produto.

Volto a reafirmar, que somos capazes de produzir, fisicos do nível mais alto de mercados internacionais, mas ainda em quantidades medicinais. Reconheci 12 dos mesmos, e quatro já foram adquiridos.

O Cifra, mais uma vez virá forte. Tem uma potranca que vai ser um inferno enfrenta-la. O Fronteira produziu este ano, sua geração mais convincente destes últimos. O Ulysses vai fechar hoje a noite com chave de ouro, com duas gerações ainda no campo, onde vocês terão a oportunidade de adquirir o cavalo não maquiado. Sem purpurina e lantejoulas. O Old Friends, vendeu uma geração que vai dar no que falar, o mesmo que pode ser dito do grupo de filhos de Momento de Alegria no Legacy, ex-Lorolu, hoje já objeto de desejo de muitos, após a vitória de seu filho, Teimoso em prova de graduação máxima.  Quem diria, um Momento de Alegria... Quanta abobrinha tive que escutar...

Paraná a faina não foi distinta. Uma geração impressionante no São José da Serra. Uma imposição física de Setembro Chove em todo e qualquer haras que visitei. Novo reprodutor na parada, no Santarém. Desmamados ? Araras,  Eraldo Palmerini e Ulisses, tem vários a venda. E assim por diante.

Quem tem boca vai a Roma, quem tem saco roda de Pelotas a Ponta Grossa, a procura do cavalo atleta. Não estou puxando o saco de quem quer que seja, pois, no momento que  seu cliente adquiriu a seleção sua, o cavalo gera despesas, e por isto nunca deve ser indicado por amizade a aquele que o criou.

E que todos tenham um bom dia.

UM GRANDE PREMIO SÃO PAULO REPLETO DE COINCIDÊNCIAS


Estou mais por fora que umbigo de vedete, no que acontece na politica brasileira. Mas dou meus pitacos e aprecio as reportagens feitas por gente que parece ser séria. Pelo menos na aparência. 

Nunca tive a oportunidade de ver um capitulo sequer do Terça-Livre, logo, não tenho uma opinião formada sobre Alan dos Santos, como profissional que é da comunicação,  que hoje vive a condição de um dos degredados políticos brasileiros que andam por aqui. Nunca assisti a um programa do Roda Viva, aliás, nem da estação em que o mesmo é transmitia, sabia de sua existência. Por isto não tenho opinião formada sobre a Vera Magalhães. Logo, não acredito sofrer influências de ambos os lados: esquerda e direita.

Outrossim, reconheço em Paulo Figueiredo, Rodrigo Constantino e outros, uma prova cabal que as coisas não parecem ser das mais democráticas no varonil do céu cor de anil. Quero apenas frisar neste intróito, que não costumo me posicionar, quando não tenho acesso a todas informações. Dou pitacos aleat\orios, quando muito. E voto por convicção própria.

O mesmo afirmei sobre o Grande Prêmio São Paulo, que teve um resultado - para mim - inesperado, mas que acompanhei em situação que não poderia ter uma idéia exata da veracidade dos acontecimentos. Outrossim o singelo fato do Mondesir criador e proprietário do ganhador. Dream Alliance, ser igualmente o criador e proprietário da ganhadora do Duque de Caxias e segunda colocada no São Paulo, Bourgone, apenas atesta que, primeiro que o Mondesir ainda mantém um nível de aproveitamento colossal. Mesmo depois de drástica redução. E disse anteriormente e reafirmo, que a sua capacidade de criar elementos de alta competitividade para as pistas, é enorme, fato este que pode ser corroborado se levarmos em consideração o RDI e o Regina, são dois de seus principais pensionistas.

Segundo que ter a capacidade de criar um ganhador do Derby e de um outro agora ganhador do São Paulo, tendo que para com isto, utilizar-se de um reprodutor que foi devolvido pelo mercado brasileiro e castrado por seus proprietários nos Estados Unidos, tão logo a devolução consumou-se, apenas prova que os campos de Bagé e Acegua, são milagrosos. Mais dos que os de Lexington. E talvez do nível que um dia norteou os de Bananal !

Agora estes dois elementos serem filhos de uma mesma égua, Netherlands,  e esta égua ser uma neta da Oaks winner Exclusive Star, cria do Pemale e filha de Nindiano e Dualstar, ambos selecionados por nós, e juntos em um cruzamento, igualmente por nós sugerido, me deixa com a impressão que também, - mesmo que de forma ínfima - tenho culpa também no cartório...

Cold Heart me parece ter sido vendido para a Alemanha. E qual destino será dado a seu irmão Dream Alliance? Holanda, Dinamarca ? Juro que não sei. O que sei, é que se um cruzamento tem em minha opinião deve ser repetido pelo menos três vezes, este parece sugerir uma aceitação inequívoca. Parabéns, a quem o idealizou e mais ainda para quem o repetiu.

 Mas os astros, parecem que se encontraram neste fim de semana no Olimpo equino, já que até Alpha pertence a família Maktoun. Vai te coincidência assim no inferno, ou no paraíso das quarenta virgens prometidas.

Gran Premio Jorge de Atucha (G1) 2025 - Roshita (Gouverneur Morris)


Creio ser licito se afirmar, ser a invicta Roshita, a líder de dois anos, em sua geração. Ganhadora do Unzué e agora do Atucha, e ambas em Palermo com extrema facilidade, sem ter que mexer um músculo sequer, pinta ser um elemento a aspirar voos ainda maiores.

O que me encanta em seu pedigree, é ser filha a primeira geração do segundo colocado na Breeders Futurity de Keeneland e terceiro no Arkansas Derby de Oaklawn,  Gouvenor Morris, que em sua primeira fornada, foi ainda capaz de gerar ao líder dos machos, o tordilho Amor de Contramano, que venceu ainda com maior autoridade o Montevideo, como pode ser visto a seguir.

Gouveneur Morris é um filho de Constituition (Tapit), numa filha de Unbridled´s Song, dois nomes sobejamente respeitados no pais irmão.

Gran Premio Montevideo (G1) 2025 - Amor de Contramano (Gouverneur Morris)

NAS ENTRELINHAS DO TURFE


AFINIDADES PERCEPTÍVEIS.

Aproveito para agradecer o agradável sábado que tivemos no Haras Palmerini vendo sua ótima geração de desmamados. Estar acompanhado as inspeções em campo com Renato Gameiro sempre trazem excelentes aprendizados e trocas de idéias.

Fim de semana de excelentes resultados em pista para refletirmos. Primeiro que das quatro provas de abertura da Tríplice Coroa Americana e Inglesa, três ganhadores são descendentes de Northern Dancer, sendo dois via Storm Cat e um via Sadlers Wells. O outro um Mr. Prospector via filho de Dubawi. Ou seja, Northern Dancer dominante e um pedacinho para Mr. Prospector. 

No Kentucky Derby, Edson Alexandre foi preciso ao falar que Sovereignty é um falso Into Mischief, primeiro porque a afinidade de Storm Cat com descendentes de A. P. Indy tem ocorrido via Tapit, onde Sovereignty tem mãe via Bernardini. Segundo que a família 9-f dele domina as provas de grupo pelo mundo nos últimos cinco anos. Sua mãe Crowned tem uma grande concentração de afinidades entre Mr. Prospector e Seattle Slew, pois ela é filha de Bernardini (Seattle Slew), Empire Maker (Mr. Prospector), Seeking The Gold (Mr. Prospector) e Seattle Slew. Não sugiro que se tente repetir esse cruzamento no Brasil, a menos que você tenha a sua reprodutora com uma estrutura genética semelhante.

Interessante o cruzamento criado pelo Haras Figueira do Lago com o líder entre os potros de dois anos em São Paulo, falo de Teimoso filho de Momento de Alegria com Internauta por Holy Roman Emperor que traz a afinidade clássica europeia de descendentes de Sadlers Wells (Momento de Alegria) com éguas descendentes de Danehill (Holy Roman Emperor), família 2-n. Algo que eu sugeriria a se avaliar tentativas semelhantes no Brasil, mas como sempre fala o Gameiro "atenção aos mensageiros que vocês irão usar". Inclusive nós dois falamos sobre isso, primeiro devemos avaliar se há afinidades e depois se com os mensageiros usados, essa afinidade se mantém em pé. Mas aquelas tribos que não demonstram afinidade, seja qual os mensageiros que você usar, dificilmente trará resultado, a menos que você tenha uma reprodutora muito prepotente, ou como diz o Edson "ter uma dadeira" que pouco importa o reprodutor, ela produz classe e luz quase que sozinha...

A papo no Haras Palmerini surgiu o interesse de sugestões para cruzar com uma égua que estará saindo de campanha, de boa família materna, a 1-x onde outro ponto de força do pedigree é ter um 3x3 em Danehill. Minha sugestão foi cobri-la com um descendente de Sadlers Wells para fazer uma concentração de Northern Dancer através de seus três principais mensageiros Sadlers Wells, Danzig e Storm Cat, uma duplicação em Special. Na segunda barriga mudar de garanhão para um descendente de Danzig para fortalecer ainda mais o 3x3 em Danehill trazendo três linhas de Danehill e quatro mensageiros no Danzig. Depois do nascimento dos dois primeiros produtos, analisa-los e escolher em qual dos dois garanhões deveria repetir a cobertura analisando o físico dos produtos nascidos. Raciocínio lógico sempre ajuda e se fazendo tudo certo ainda não há garantias de sucesso, imagina fazendo as coisas no aleatório?

Não à toa a paixão do Gameiro para com as famílias maternas. Além do ganhador do Kentucky Derby ser da família 9-f, tivemos outro de destaque da mesma família que foi Lendário Brujo, ganhador do GP ABCPCC GI em 1.000m com a afinidade Comandante Dodge (Mr. Prospector) em égua filha de Tiger Heart (Storm Cat), segunda mãe Lode (Mr. Prospector), o famoso sanduíche de Mr. Prospector com recheio de Storm Cat. Os inbreedings de 3x4 Mr. Prospector e 4x4 de Storm Cat certamente ajudam na velocidade de Lendário Brujo. Outra sugestão de afinidades a serem repetidas na busca de sucesso, principalmente em provas que exijam precocidade e velocidade.

As dominâncias e afinidades estão aí, para mim já passou a muito tempo de achar que são coincidências, mas sempre digo "a decisão e o dinheiro é seu, use-o como melhor achar".

Até a próxima quarta, abraço virtual

Marcel Bacelo


 

SERÁ QUE ?

SIFU !


Há quarenta dias atrás, Baffert tinha seis opções pra o Derby. Alinhou apenas um, que liderou a carreira e chegou a mais de 30 corpos. Há quem diga em Churchill que foi a falta da pomadinha...

 

PORQUE SER VELHO É UMA MERDA

AVISO AOS NAVEGANTES

 

NUNCA PERCA SEU SENSO DE HUMOR


 

Gran Premio República Argentina (G1) 2025 - Need You Tonight (Hat Ninja)


Quando em um cruzamento você tem a oportunidade de trabalhar com um elemento imbreed em Halo e outro em Raise a Native e Buckpasser e ainda por cima propiciar que o produto em questão o seria em Storm Cat, é como diria vó Adelina, "sopa no mel"...

Atentem para o pedigree de Need You Tonight e irá deparar exatamente com esta situação. E pasmem ele ér um 13-c, que em Palermo e na distância parece ser, um osso duríssimo de se roer. Inegavelmente tem lenha.

Gran Premio Criadores (G1) 2025 - Sarawak Rim (Remote)

Gran Premio de las Américas - OSAF (G1) 2025 - El Exito (Il Campione)

PARABENS A NOSSO PATROCINADOR


 

PAPO DE BOTEQUIM. O CAVALO OPERAÇÃO PADRÃO

Naturalmente qualquer um de vocês, em algum momento, já ouviu falar ou foi vitima, de uma operação padrão. Pois é, denominasse de operação padrão quando aqueles que a impetram, funcionam letargicamente à situação, causando filas e desconfortos para os pagadores de impostos.

No turfe, aqueles cavalos que passam e ficam cozinhando seus adversários, denomino-os de operação padrão. Derek me parecia um deles e Hard Buck o era certamente. São elementos que parecem gostar do embate e esperam pela reação daqueles que acabaram de dominar. Diferente, por exemplo de Gloria de Campeão, que ganhava por margens pequenas, dando tudo de si, Hard Buck e Derek, a mim, pelo menos, sugeriam que o tanque reserva ainda tinham gasolina suficiente, para decidir a carreira da forma que assim o quisessem.

Zenyatta, muito por seu piloto, também deixou esta mesma impressão, até que um dia, deu pela frente com um Blame. E foi duro demais...

Confesso que me agrada mais, o cavalo que decide a corrida e não deixa o mínimo resquício de chance de ceder um milimetro sequer, graciosamente para qualquer de seus adversários. Como Frankel e Flightline. Outrossim, não coaduno com a teoria deste cavalo operação-padrão, esteja fadado a falhar, posteriormente no breeding-shed, por sugerir este tipo de caracter, visto por alguns, como de sacana. Se Derek, Hard Buck e Zenyatta, podem vir a ser considerados fracassados reprodutivamente, não tem nada haver com sua forma de correr. Aos dois elementos nacionais, não foi-lhes oferecida a mínima chance e quanto a égua, fica muito difícil de se explicar, sem se complicar..

Espero ter respondido a pergunta do navegante.

A LEI DO PATO


NUNCA MENOSPREZE,
O QUE A VOCÊ É DADO E MOLDADO
EM GRANDE PAIXÃO.